Hoje, o dinheiro é criado através de dívida no momento em que os bancos comerciais tomam empréstimos de bancos centrais e quando governos, produtores e consumidores tomam empréstimos de bancos comerciais. Assim, a oferta de moeda da economia só pode ser mantida se os agentes econômicos, públicos ou privados, contraírem dívidas. O crescimento econômico requer um aumento proporcional na oferta de dinheiro, a fim de evitar a deflação que paralisaria os negócios, porém, um aumento na quantidade de dinheiro envolve um aumento simultâneo na dívida. Dessa forma, os agentes econômicos incorrem em risco de endividamento excessivo e falência. Não é necessário dizer que um endividamento excessivo, no contexto da atual crise financeira, causa sérios problemas às sociedades e aos indivíduos. No início, era uma crise da dívida dos proprietários de imóveis privados nos EUA e, em seguida, transformou-se em uma crise da dívida dos bancos comerciais e seguradoras, até ser absorvida pelos tesouros nacionais e assim transformar-se em uma crise de dívida pública. Reduções na despesa nacional necessárias para quitar a dívida pública muitas vezes levam à insatisfação social e são injustas, porque impõem encargos a cidadãos que não se beneficiaram igualmente com a criação da dívida.
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domingo, 10 de novembro de 2013
"O que há de errado com o Sistema Monetário?
Hoje, o dinheiro é criado através de dívida no momento em que os bancos comerciais tomam empréstimos de bancos centrais e quando governos, produtores e consumidores tomam empréstimos de bancos comerciais. Assim, a oferta de moeda da economia só pode ser mantida se os agentes econômicos, públicos ou privados, contraírem dívidas. O crescimento econômico requer um aumento proporcional na oferta de dinheiro, a fim de evitar a deflação que paralisaria os negócios, porém, um aumento na quantidade de dinheiro envolve um aumento simultâneo na dívida. Dessa forma, os agentes econômicos incorrem em risco de endividamento excessivo e falência. Não é necessário dizer que um endividamento excessivo, no contexto da atual crise financeira, causa sérios problemas às sociedades e aos indivíduos. No início, era uma crise da dívida dos proprietários de imóveis privados nos EUA e, em seguida, transformou-se em uma crise da dívida dos bancos comerciais e seguradoras, até ser absorvida pelos tesouros nacionais e assim transformar-se em uma crise de dívida pública. Reduções na despesa nacional necessárias para quitar a dívida pública muitas vezes levam à insatisfação social e são injustas, porque impõem encargos a cidadãos que não se beneficiaram igualmente com a criação da dívida.
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